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Artigo: Negócios que fazem diferença social

Luiz Gustavo Ortega

O empreendedorismo social é hoje uma realidade em ascensão no Brasil, ainda que em escala modesta diante dos desafios que um país em desenvolvimento enfrenta em relação às desigualdades de sua população. Nossa experiência em participar de projetos de aceleração de empresas nascentes com o Braskem Labs tem nos mostrado que a maioria delas busca alcançar impacto social com seus negócios para melhorar as condições de vida à sua volta. É tão natural esse desejo que muitos jovens empresários sequer o citam como objetivo de suas empresas. Entre os muitos pontos que nos unem está a crença de que nossos negócios podem proporcionar mais qualidade de vida e bem-estar para as pessoas. 

Atualmente vivendo sua terceira edição, o programa de aceleração seleciona anualmente cerca de 10 projetos de empresas inscritas, tendo como critérios seu conteúdo de inovação, o potencial de mercado, perfil do empreendedor e impacto socioambiental. A partir da seleção, os escolhidos passam por uma etapa inicial de diagnóstico na qual são avaliadas as características e necessidades de cada negócio.  Em geral, o diagnóstico confirma o que o senso comum já sabe: idealismo e entusiasmo são insuficientes para transformar uma grande ideia em sucesso. 

Com base na avaliação das fortalezas e fraquezas de cada participante é desenvolvido um programa customizado de mentoria, com duração de quatro meses, ministrado por especialistas nas disciplinas recomendadas para cada caso específico, com o apoio de um mentor da Braskem. Para nos apoiar nessa missão temos a competência de nossa parceira ACE, a melhor aceleradora de empresas da América Latina. No encerramento do processo, os participantes têm a oportunidade de apresentar seus projetos para um grupo de investidores, empresários e consultores de negócios e parceiros da nossa cadeia de valor, servindo no mínimo como reforço de network.

Muitos desses empreendedores têm a expectativa, natural e compreensível, de atrair um investidor para alavancar a consolidação de seus negócios. Para cumprir nosso papel de garantir o impacto social dos projetos, o que pressupõe a sobrevivência de quem está à sua frente, com frequência temos que mostrar a eles que é fundamental arrumar a casa antes de receber o investimento: ter um plano de negócios bem definido, conhecer a concorrência, saber atrair novos clientes e se comunicar com o público, ter uma estrutura adequada etc. Cabe-nos também estimulá-los a planejar seu futuro, de modo a permitir a escalabilidade de seus negócios. 

Por experiência sabemos que uma empresa pode muito, mas não pode tudo para equacionar as demandas sociais ao seu redor. Pode fazer investimentos sociais privados em educação e saúde, por exemplo, mas depende do poder público para a construção de escolas e hospitais. Embora tenha limitações orçamentárias para investir em equipamentos sociais na dimensão do que seria necessário, o Estado deveria ao menos evitar ser um empecilho a quem pretende suprir lacunas de forma subsidiária. Nesse sentido, são preocupantes as especulações de que o governo pretende taxar o investimento anjo feito por empreendedores sociais. A se confirmar, seria um grande desestímulo a quem quer ajudar na solução dos nossos problemas sociais e também econômicos.

Para esclarecimentos adicionais, favor contatar:
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Rafael Abrantes - (55 11) 3643-2772 - rafael.abrantes@cdn.com.br
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