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Braskem e Pequiven anunciam acordo para a criação de empresa visando implantar projeto petroquímico.

Formalização do acordo ocorreu durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Complexo de Jose, na Venezuela.

A Braskem, empresa líder do setor petroquímico no Brasil, e a Pequiven, principal empresa petroquímica da Venezuela, firmaram nesta data acordo visando constituir duas "joint ventures" para desenvolver e implantar naquele país o mais moderno e competitivo projeto petroquímico integrado das Américas, no Complexo de Jose. Um dos projetos prevê a construção de um "cracker" de etano a partir de gás natural com capacidade de 1,3 milhão de t/ano de eteno, integrado à produção de 1,1 milhão de t/ano de polietileno e outros produtos petroquímicos.

O segundo projeto se refere à construção de uma planta de polipropileno com capacidade de 450 mil t/ano, anteriormente anunciada para El Tablazo e que agora será desenvolvida dentro do Complexo de Jose. Ainda mais integrado, o complexo terá sua competitividade ampliada através do aproveitamento das sinergias na implementação e operação, entre outros fatores. A nova unidade de polipropileno entrará em operação no final de 2009, enquanto o cracker de etano e as demais unidades no final de 2011.

A pedra fundamental do complexo foi lançada nesta segunda-feira, com a presença do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chavez Frias, e do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em função da disponibilidade de uma das reservas mais abundantes de petróleo e gás natural do mundo, a Venezuela oferece importantes vantagens competitivas para o desenvolvimento de projetos petroquímicos, em consonância com os objetivos de seus dirigentes de transformar o país em um player relevante no setor petroquímico internacional.

"Nossos acordos com a Braskem estão avançando em ritmo acelerado e despertando forte interesse de empresas transformadoras de plásticos para instalar unidades na região", diz Saul Ameliach, presidente da Pequiven. "Através dessa aliança, queremos promover ainda mais o desenvolvimento da nossa indústria petroquímica, garantindo o abastecimento do nosso mercado interno e fortalecendo ainda mais a presença da Pequiven nos mercados internacionais, além de gerar empregos sustentáveis e contribuir para o desenvolvimento da Venezuela", acrescenta.

Para a Braskem, a implementação dos projetos no Complexo de Jose representa uma etapa importante em sua estratégia de crescimento com criação de valor e de se tornar uma das 10 principais empresas da petroquímica mundial. Significa também um grande impulso ao seu processo de internacionalização, iniciado com a abertura de filiais de distribuição na Argentina, Estados Unidos e Europa.

"Esses projetos aliam escala mundial, tecnologia atualizada e acesso a matéria-prima competitiva, resultando em custos de produção mais baixos e melhor rentabilidade para nossa empresa", diz José Carlos Grubisich, presidente da Braskem. "Além de abastecer o mercado venezuelano, os projetos facilitarão nosso acesso a outros mercados da América e Europa, nos permitindo servir melhor aos nossos clientes dessas regiões", acrescenta Grubisich.

Os investimentos para a implantação da unidade produtora de eteno e das unidades de polietileno estão estimados em cerca de US$ 2,5 bilhões. Braskem e Pequiven avaliam ainda investir em unidades de PVC e soda.

Para os dois projetos já definidos, a modelagem prevê o aporte de cerca de 30% pela Braskem e Pequiven, em proporções iguais, e de cerca de 70% através de project finance com garantia exclusiva dos próprios ativos do projeto, financiado por agências multilaterais de crédito às exportações, bancos de fomento e bancos privados.

A criação das empresas-mistas deverá ser concluída nos próximos 90 dias, com a aprovação dos respectivos Conselhos de Administração. A modelagem societária prevê participação igualitária para ambas as empresas.

Associados aos projetos, a Pequiven construirá uma unidade de desidrogenação de propano para produção de 465 mil t/ano de propeno, enquanto a PDVSA Gás construirá unidades para extração de 1.800 mil t/ano de etano. Além disso, a Pequiven realizará investimentos complementares na infra-estrutura do Complexo de Jose, elevando o valor total dos investimentos a mais de US$ 5,0 bilhões.

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